espaço público

Sem fio - plataforma etérea

Como comentei no post anterior, já há algum tempo temos articulado referências sobre possibilidades relacionadas a redes sem fio. No começo era uma curiosidade técnica, mais uma potencial expansão de horizontes do eterno jogo de descoberta que é brincar com tecnologia livre (o que faz com que muita gente - eu incluído - acabe se dedicando a projetos que não dizem nada para outras pessoas, justamente porque não conseguem explicar essa dimensão do fascínio da descoberta, mas isso é outro assunto). Com o tempo, acabei misturando a pesquisa de redes sem fio com a exploração conceitual de paralelos entre magia e tecnologia (mais sobre isso no meu blog de tecnomagia). Também começava a formular uma questão: como pode se articular a perspectiva da MetaReciclagem e das várias mimoSas que rolaram por aí - que demonstram de maneira muito concreta o potencial da apropriação crítica de tecnologias - com esse universo mais etéreo das redes sem fio. >>Leia mais

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Instalações que tem como objetivo reconfigurar o espaço público urbano em um espaço para debate e troca, deveriam buscar ser um artefato de conversação, e não a conversação em si mesma. Deveriam focar na interação [gameplay, mal traduzido], não na retórica. Claro que a interação deve ser relacionada ao tema, mas deveria apresentar apenas os pontos iniciais para a conversa e não a discussão inteira.

Martijn de Waal em Digital Cities 6: urban media / urban informatics and different notions of public space

Plataformas e práticas: ampliando a noção de espaço público

A primeira idéia que vem à cabeça quando falamos de plataforma pode ser a de um objeto que "sustenta" alguma coisa, que funciona como um suporte para que alguma "ação" ocorra em cima dele. Graficamente podia ser algo mais ou menos assim:

Plataforma

O'Reilly diz que Web 2.0 é a Internet como plataforma, mas eu acho que não é no sentido descrito acima. Acho que tem mais a ver com essa imagem aqui:

O interessante da bota "como plataforma" é observar como existe uma relação de "formação" conjunta entre o pé, a perna, a bota. Dá pra imaginar que a bota, sem nenhum pé e perna dentro teria uma forma diferente, assim como o pé e a perna estariam em outra posição sem a bota: na interação entre eles emerge um resultado diferente do que era cada um, a princípio. Latour chamaria esse "ser" resultante de "mulher-bota". >>Leia mais